| Oficinas de lixeiras |
|
|
|
As Oficinas de Lixeiras foram idealizadas por Graça Santana e Manoel de Oliveira Teixeira e Lúcia Santana responsáveis na época pelas atividades de Educação Ambiental do Grupo, hoje fazem parte da coordenação geral do GAF. A partir de varias reuniões e das necessidades apontadas pelos membros do GAF, o lixo surgiu como uma das principais preocupações do Grupo que estava iniciando suas atividades na vila de Fortalezinha. Através destas reuniões e dos relatos de turistas, parentes, e amigos que freqüentavam a ilha de Maiandeua, as famílias de pescadores artesanais tomavam conhecimento do problema do lixo nas grandes cidades e nas pequenas comunidades localizadas nas margens dos rios, lagos, interior das florestas, nas praias e nas áreas de mangues da região Amazônica. Perceberam também que na Ilha, onde estão as comunidades de: Algodoal, Fortalezinha, Camboinha e Mocooca, a coleta de lixo pelo poder publico era e continua sendo inexistente. Outro fato que justificou as lixeiras em Fortalezinha, foi o incremento do turismo na área, principalmente nos feriados prolongados e no período de ferias, momento de grande acumulo de lixo tanto no povoado como nas praias, afetando os mananciais aquáticos, principalmente, o manguezal, que serve de berçário de espécies da vida marinha e principal fonte de alimentos das famílias de pescadores artesanais. Objetivos Realizar ações de Educação Ambiental visando mudanças de comportamento da população em geral em relação ao meio ambiente. Sensibilizar nossas entidades governamentais responsáveis pela limpeza urbana, no sentido de criarem estratégias permanentes,para solucionar o problema do lixo na Ilha de Maiandeua. Oficinas de Lixeiras As oficinas se concretizam a partir de pesquisas, que realizamos, baseadas na observação dos diferentes tipos de lixeiras confeccionadas com materiais diversos e localizadas em vários pontos das cidades: Belém, Castanhal, Maracanã. Assim saímos em busca de uma forma adequada de lixeira e que pudesse ser feita com materiais encontrados na localidade. Depois desta fase de pesquisa, discutimos na comunidade, o material e a forma das lixeiras que foram feitas com bambus maduro, em forma de um triângulo, com 60 centímetro de altura por 40 de largura. conforme foto acima. Após a confecção das lixeiras, veio a fase da escolha da cor. A equipe do GAF depois de uma explicações dada por Graça Santana sobre as cores dos faróis de sinalização náutica, presentes nas praias, optaram pela cor vermelha pela sua grande visibilidade na paisagem praiana. Assim as lixeiras são pintadas de vermelho com os pés pretos, como se "fossem guarás." Outra fase da confecção foi de desenhar e pintar em uma das faces das lixeiras a logomarca do GAF e na outra parte uma garça que foi justificada pelos pescadores, como uma das aves marinhas que simbolizava a paz, responsável pela limpeza das praias e sinalizadora de presença de cardumes de peixes. A pintura foi feita pelo Sr. Erlis (pescador da comunidade). Entre os membros do Grupo, o Sr. Ivan Sousa e Reginaldo Teixeira, (pescadores), passaram a se dedicar com afinco na confecção das lixeiras que desde de 1998, fazem parte da paisagem de Fortalezinha. Durante toda esta trajetória o GAF realiza Oficinas de lixeiras com a participação da comunidade e depois de prontas, são colocadas nas ruas principais pelos membros do GAF, nas praias e em locais de maior acúmulo de lixo, como por exemplo, próximos dos bares. Os impactos desta ação já se faz notar na comunidade, pois algumas pessoas estão fazendo suas próprias lixeiras de materiais diversos. O Grupo Ambiental de Fortalezinha, já recebeu convites para ministrar Oficinas nas comunidades de Boa Vista, no município de Quatipurú e na Escola de Ensino Fundamental Pádua Costa, no município de Santa Bárbara do Pará. As lixeiras também foram motivos de ilustração de uma reportagem que saiu na revista Terra em 1999, sobre a ilha de Maiandeua. A presença das lixeiras em Fortalezinha é uma das formas que influenciaram na mudança de hábitos da comunidade e dos visitantes que passaram a jogar o lixo na lixeira. Hoje a comunidade vem discutindo a necessidade de uma participação efetiva do poder publico em resolver o destino do lixo e realizar sistematicamente a coleta seletiva com o apoio da comunidade em geral, associações, ongs e escolas da APA de Algodoal/Maiandeua. Elaboração do Projeto: Maria das Graças Santana da Silva Coordenadora Geral Manuel de Oliveira Teixeira Vice-Coordenador Lucia das Graças Santana da Silva Coordenação de Treinamento e Capacitação Apoio: Ivan Souza Teixeira e Reginaldo Teixeira Responsável pela Confecção das lixeiras O lixo é um dos principais poluentes do solo.
|
|||



